quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Não sou da rua. Tampouco da casa de frente à rua. Eu fico ali no meio, na calçada porque lugar de poesia é na calçada.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mural de Mensagens

Pode saber que receber uma mensagem ou uma ligação sua por mês é das 12 melhores coisas que acontecem no meu ano.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Vou falar para aqueles que colecionam cenas e histórias do escatológico e da morte podre como se fossem selos. "Tenho todos os filmes que matam e tiram as cabeças. Tem cabeça decepada com machado, com cutelo, com navalha, com bambu, com o dente também - essa é ótima - e, inclusive, tem cabeça que o cara demora 5 dias para cortar na unha", diz o beira-psicopata. Pois, talvez se imbuídos de um manifesto-morte-como-balé que fosse subverter a ideia de morte, ou a ideia de moral cristã... não, vocês acumulam mortes e coreografias de mortes e estéticas da morte porque ela lhe cai bem. A cena coprofágica de Saló faz sentido se Pasolini fala; se vista dentro de um filme contra os nazistas. A cena da galinha também. Para um apache, o seu escalpo só faz sentido quando diz em que batalha ele o conquistou. O escalpo por si é um pedaço de cabeça.
Por favor, não me mostrem escalpos sem história. Não me mostrem "chuvas de ouro" ou qualquer uma dessas bizarrices se não há contexto algum. Não façam sexo sem preliminares, também. Não espetacularizem a morte por simples coleção - "esse filme tem mais mortes que esse". A banalização dela pode ser explicada, há ideologia quando se mata no cinema. O festival sangrento muito me incomoda quando se faz por fazer, quando isso não te incomoda mais.
Cara, nunca mais me mostre aquela cena. Quisera eu dormir sem ela. Os homens precisam de poesia.

domingo, 15 de agosto de 2010

Se Acnaton tivesse proposto que era preciso tocar o sol, aí os homens se queimarem, então, assim eles teriam aceito Deus, mas dizer para o homem que Deus está em em todas as coisas foi demais. "Como Deus não tem forma?", perguntaram eles. Peça para eu adorar um galho e adorarei, peça para eu adorar uma chuva e eu adorarei, peça para eu adorar um vaso sanitário e adorarei, mas não peça para eu adorar o nada. Pois até aqui vai a minha subserviência: aceito o chicote desde que me doa.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Parte de um texto escrito há algum tempo (não é original mas é para ver se me inspira, Gê):

- Olha eu subindo uma masmorra, matando lembranças. Tentando escrever a obra-prima, mas palavras só funcionam com combustível. Uma centelha as atiça para a prolixidade. Mas se eu matar minhas lembranças vou escrever sobre o quê? Dar uma de Caeiro e abraçar a natureza? A natureza que se exploda, mano. Asfaltem a Amazônia, que seja! Há um brilho eterno de mentes sem lembranças. Essa brasa nunca apaga e continua a nos impelir a Ser. Ah, se eu pudesse não Ser! Se eu pudesse ser um passarinho. Ter que me expressar, ter que sentir. Se eu pudesse ser Caeiro. Eu não consigo esquecer.Para mim já está tão certo que palavras convecem só os bobos. Isso de escrever aqui é unir o inútil ao agradável. Existe por existir, como podia simplesmente deixar de ser. Mas inventou de existir e agora eu vou ter que incomodar. As palavras vão espumar pela boca num espasmo louco. Quisera eu sofrer de convulsão de poesia e morrer implodido pelo meu coração. Bate. Bate. Bate. Me humilha um pouco mais, faz eu escrever mais e mais e pensar que um fagulha incendiaria tudo ao meu redor. Dá-me mais poesia, me ensina a ser cada vez mais só. Bate, por favor, cada vez mais acelerado e me mata de lirismo. Faz da minha verborragia a minha hemorragia.
- Porque no fim tudo tem que morrer pra você?
- Cala essa boca.

Sem palavras

Esqueci as palavras por aí. Juro que essa e a outra frase, por obra do acaso, se organizaram assim, não é culpa minha.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Biloca

Algumas coisas como essas aqui tem me impedido de escrever. Tô com saudade daqui, viu.
Biloca, filme produzido especialmente pro Festival do Minuto. Saca aí, só clicar no "aqui" ali de cima!