sexta-feira, 31 de julho de 2009

Campanha anti-twitter I

O twitter é o blog dos preguiçosos e pretensiosos.
Não dou ponto sem nódoa.

É importante fazer sua parte


quadrinho de andré dahmer.

Para enganar o sono

Essa noite eu sonhei não sei exatamente com o quê. Não ando conseguindo descansar nessas férias: há dias em que que durmo demais (e assim não se descansa) e há dias que durmo tão pouco que prefiro pôr óculos escuros para camuflar as olheiras.
Hoje me peguei acordando às 7:00h da matina. Acordei de supetão e prometi a mim mesmo não tentar dormir mais pois minha cabeça estava doendo. Sei lá, acho que ando tomando muita água à noite. Pode ser o sal demais que a empregada nova anda sapecando no feijão. Ou esse calor goiano que nem a noite se safa. Ou o quarto novo - o pior é que a cama deste é melhor. Ou a vontade de conhecer o mundo e me ver prostrado aqui na frente de um computador.
Mas não era sobre isso que eu queria falar. Essa noite tive pesadelos grotescos. Pedi penico várias vezes. Mas acordei puto de não conseguir anotar nenhum deles. E tentei me lembrar de algo e só consegui me lembrar de um cabelo blackpower que eu passei a ter repentinamente nesse sonho (ou pesadelo, fica a cargo dos designers de cabelo - não é assim que os cabelereiros gostam de se apresentar nas fachadas dos seus salões?). Pedi a aprovação de minha mãe, mas nem lembro se ela gostou ou não; presumo que não.
Fiquei indignado, porque eu sei que essas seriam iscas para os déjà vus que me saltarão de assalto em logo. Quem me conhece sabe que eu tenho déjà vus demasiadamente. Já sonhei com casas que nunca conheci, mas que anos mais tarde, ao visitar, reconheço não sei de onde. Às vezes é memória fraca só, mas boto quente em ser esse meu tino para o espiritual (claro, para eu que acredito nisso).
Acho genial o método de Dalí para pintar alguns de seus quadros. Sentava em uma cadeira de balanço em frente ao seu cavalete com a tela em branco. Em uma das mãos segurava uma colher bem grande. Daí deixava tudo pronto, pincéis e tintas, para que assim que a inspiração rompesse, colocasse mãos à(na) obra. Focava-se na tela, e começava a balançar para cair no sono. Assim que relaxava, estrondosamente a colher caía a lhe acordar. Pintava a primeira imagem que seu sonho lhe sugerira.
Eu queria ter a disposição de levantar bem na hora para escrever o quanto achei aquele sonho genial ou aquele pesadelo um bom exemplo de como sou eu se tivesse uma enorme lupa a me examinar. Como daquela vez que achei uma solução para a África em 3 etapas que deixaria qualquer sociólogo no chinelo; mas acordei e não me lembrava mais.
Eu sei que o blog não é um diário virtual. Isso é o que os velhos usam para definir isso aqui. Eu sei como é pedante ficar só ouvindo sobre eu, eu, eu. Sei lá, prefiro dizer nas entrelinhas. Até porque perco uma boa conversa me entregando de bandeja assim. Mas hoje tá foda. Tô com a síndrome de Carpe Diem (eita treco chato isso de se obrigar a ser feliz). Estou tentando ficar acordado até mais tarde. Meu corpo me clama para dormir depois dessa última noite mal dormida. Tô escrevendo sem parar e sem revisar no afã de dar um plus a esse dia moroso. Um blog nunca (NUNCA!) poderá ser um ombro amigo. Mas a cidade não me ajuda (nada pra fazer e esse calor), o dinheiro que tô juntando para viajar também não - eu poderia gastá-lo tomando umas ali no Buteco do Jiló - e nem o excesso de sal do feijão.
É importante dizer, picaretartisticamente, que a culpa é da falta de inspiração. Haja transpiração, haja piloto automático, como diria Luiz Martins.
Nossa, falei quanto uma lavadeira. "Que agonia".

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O papel social

O menino Mauro tinha a fixação de comer papéis. Eram papéis A4, folhas do caderno de deveres, jornalzinho de promoções do supermercado. Ele entendeu, um dia, que homens não comem papéis.
Mauro cresceu, virou adulto, criou juízo e agora voltou a comer papéis, veja que sina! E ele está certo de que a juventude é um vácuo e não tem nada a perder. Ele escreve no computador, o papel é para os antigos a escrever em seus papiros – ou para saborear na saliva e ver o que se quer.
Mauro se sente bem em se descobrir e em não coibir mais seus impulsos, agora quer comer uma resma inteira.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Caleidoscópica II

Ela me mostrou mais trocentas cores de seu espectro
quis absorver cada raio luminoso
eu sei, como a sombra que uso para enxergar
como a explicação pra confundir
eu poderia ter absorvido ainda mais
deixei fugir algumas frequências

aqui compondo versos de cor
acho agora que é verde-limão

Preciso de mais
Cegue meus olhos com toda sua luz
Me surpreenda

Estamira


Messias chegou e se chama Estamira
O diabo personificou e se chama Estamira
Uma louca não foi hospitalizada e nem colocaram camisa-de-força nela, está solta nos arrabaldes de Gramacho
[e se chama Estamira]
O maior poeta de todos os tempos nasceu e se chama Estamira
A astrologia não nega que sua escolhida é Estamira

mas Estamira é gente
E gente sonha.

"Tudo que é imaginável existe, é e tem ", Estamira.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Enferiado

- Ferias me alegram.
- Ferias me emburrecem.
- Ferias nao me deixam escrever textos longos.
- Ferias nao me deixam acentuar as palavras.
- Ferias desenvolvem meus raciocinios por atalhos e ainda me deixam so pelo meio do caminho.
- Ferias sao a tentativa va (til) de me dar cultura.
- Ferias engordam.
- Ferias me enchem de sonhos e bocejos.
- Ferias me dao alento.
- Ferias me fazem refletir, mas so a metade.
- Ferias fazem bem.
- Ferias sao assim mediocres como esse texto. Mas eu preciso me arrepender de alguma coisa pra poder fazer melhor. Entao que seja com esse texto ridiculo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Desnovelo III

Sorte de hoje do Orkut: Envelhecer não é tão ruim quando se pensa nas alternativas.
Pensei: To começando a me irritar com essas ironias.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Desnovelo II

Sorte de hoje do Orkut: Comece a ler um livro hoje.
Pensei: Mas eu já tô no final do que eu tô lendo, começo outro ou posso terminar esse?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Na faculdade

O que o cativou foi o jeito como ela recostava a sua cabeça sobre a carteira. Acontecia às metades corridas das aulas. Ia descaindo vagarosamente, cedendo o seu encanto. Terminava esparramando a face, o rosto perfilado com as bochechas espreguiçando sobre o caderno. Dobrava-se por inteira e os braços soltos balançando ao deus-dará. A posição dava-lhe uma corcova que ele também gostava.
Tinha uma beleza especial, poucos reconheciam. Mas só era tanto porque ela se deitava na carteira se entregando.
Costumava ser prestativa, prática. Ele devaneador. Havia admiração recíproca. Ele chegou a enxergar nela uma ótima fuyura assessora para os seus mandos e ideias sem alça.
Entretanto, a sua presteza por ora ia se desnudando, como uma jornalista que pede férias. Como desabando na carteira, ia se revelando, desfalecendo. Era lindo, era isso o que procurava nas pessoas: seus defeitos. Adorava-os. Gostou certa feita dos dente tortos da sua antiga namorada, eram amarelados e felizes, riam com a candura de uma garotinha. Já então aqueles braços longos, espraiados lhe agradavam como Diego Rivera gostou das cicatrizes de Frida. Seu olhar vencido escondia histórias e agruras cujo apenas só seu diário compreendia. E enquanto ele a via assim entregue entre os lápis e canetas, olhando-na como que por uma fechadura em toda sua vulnerabilidade, ele a amou. Amou pela sua coleção de histórias não contadas, bem guardadas num bornal e que, aos bocadinhos, jogava por campos verdejantes.
Quis chamá-la para fazer o trabalho daquela disciplina em dupla.

domingo, 5 de julho de 2009

"Quando os covardes têm que dizer"


Limitado a fazer um filme nas imediações da UnB, com mais ou menos 12 planos apenas, duração estipulada para 1 minuto, e minha nula experiência para tal, fiquei grato pelo trabalho. Taí meu primeiro filme.
Queria agradecer mais uma vez à minha equipe (relação dos nomes logo abaixo), por terem me ajudado a dar asas à minha ideia. Certo é que é um filme totalmente diferente do que foi planejado (muito antes do roteiro!), mas isso não me incomoda, me agrada, pelo contrário.
Ainda ganhamos prêmios, com todas as adversidades e limitações já descritas no primeiro parágrafo. No Festival de Curtas dos Calouros (FECUCA)saímos com 3 prêmios: Melhor Atuação (grande Victor Mayer, o Montanha-Queba-Costela), Melhor Direção e Melhor Filme pela Escolha do Público.
Curti muito os filmes "Abissal" e "Chapéuzinho Vermelho", mandaram muito bem o pessoal das Artes.
Que mais outros venham pela frente.

ESTRELANDO LUIZ FELIPE LEAL VICTOR MAYER PEDRO BARROSO e VICTOR PENNINGTON
com PARTICIPAÇÃO ESPECIAL de Mr.WASHINGTON RAYK
PRODUÇÃO JOÃO PAULO MARIANO JULIANA LEWIS
EDIÇÃO VICTOR PENNINGTON WASHINGTON RAYK MAURÍCIO CAMPOS SOM WASHINGTON RAYK
ILUMINAÇÃO PEDRO ROCHA
CÂMERA RAFAEL COELHO
FOTOGRAFIA e STILL DANIELA MENDOZA
FIGURINO E MAQUIAGEM LAURA CHAER
DIREÇÃO DE ARTE WASHINGTON RAYK

*Mais fotos no meu orkut.